quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

21 de Janeiro: Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa

Mais um momento na minha  vida em que só tenho que agradecer ao Senhor da Glória!


Evidente que isso é resultado de muita pesquisa, da chamada SOLIDÃO INTECTUAL(que muitas vezes me assusta), mas o resultado é positivo.

Gicélia Cruz

sábado, 5 de janeiro de 2013

Kabengele Munanga: "A educação colabora para a perpetuação do racismo"

Kabengele Munanga: "A educação colabora para a perpetuação do racismo"

http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/show?id=2232714:BlogPost:254811&xgs=1&xg_source=msg_share_post

Nascido no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, em 1942, o professor de Antropologia da Universidade de São Paulo Kabengele Munanga aposentou-se em julho deste ano, após 32 anos dedicados à vida acadêmica. Defensor do sistema de cotas para negros nas universidades, Munanga é frequentemente convidado a debater o tema e a assessorar as instituições que planejam adotar o sistema. Nesta entrevista, o acadêmico aponta os avanços e erros cometidos pelo Brasil na tentativa de se tornar um país mais igualitário e democrático do ponto de vista racial.
CartaCapital: O senhor afirma que é difícil definir quem é negro no Brasil. Por quê?
Kabengele Munanga: Por causa do modelo racista brasileiro, muitos afrodescendentes têm dificuldade em se aceitar como negros. Muitas vezes, você encontra uma pessoa com todo o fenótipo africano, mas que se identifica como morena-escura. Os policiais sabem, no entanto, quem é negro. Os zeladores de prédios também.
CC: Quem não assume a descendência negra introjeta o racismo?
KM: Isso tem a ver com o que chamamos de alienação. Por causa da ideologia racista, da inferiorização do negro, há aqueles que alienaram sua personalidade negra e tentam buscar a salvação no branqueamento. Isso não significa que elas sejam racistas, mas que incorporaram a inferioridade e alienaram a sua natureza humana.
CC: O mito da democracia racial, construído por Gilberto Freyre e vários intelectuais da sua época, ainda está impregnado na sociedade brasileira?
KM: O mito já desmoronou, mas no imaginário coletivo a ideia de que nosso problema seja social, de classe socioeconômica, e não da cor da pele, faz com que ainda subsista. Isso é o que eu chamo de “inércia do mito da democracia racial”. Ele continua a ter força, apesar de não existir mais, porque o Brasil oficial também já admitiu ser um país racista. Para o brasileiro é, porém, uma vergonha aceitar o fato de que também somos racistas.
CC: O senhor observa alguma evolução nesse cenário?
KM: Houve grande melhora. O próprio fato de o Brasil oficial se assumir como país racista, claro, com suas peculiaridades, diferente do modelo racista norte-americano e sul-africano, já é um avanço. Quando cheguei aqui há 37 anos, não era fácil encontrar quem acompanhasse esse tema. Hoje, a questão do racismo é debatida na sociedade.
CC: O sistema de cotas deve ser combinado com a renda familiar?
KM: Sempre defendi as cotas na universidade tomando como ponto de partida os estudantes provenientes da escola pública, mas com uma cota definida para os afrodescendentes e outra para os brancos, ou seja, separadas. Por que proponho que sejam separadas? Porque o abismo entre negros e brancos é muito grande. Entre os brasileiros com diploma universitário, o porcentual de negros varia entre 2% e 3%. As políticas universalistas não são capazes de diminuir esse abismo.
CC: Somente os estudantes vindos da escola pública são incluídos nas cotas?
KM: Sim, com exceção da Universidade de Brasília (UnB). Lá, as cotas não diferenciam os que vêm da escola pública e os da particular. Porém, em todas as universidades o critério é uma porcentagem para os negros, outra para os brancos e outra para os indígenas, todos provenientes da escola pública. Dessa forma, os critérios se cruzam: o étnico e o socioeconômico. Tudo depende da composição demográfica do estado. Em Roraima, por exemplo, sugeri que se destinasse um porcentual maior para a população indígena, proporcional à demografia local.
CC: Quantas universidades adotaram o sistema de cotas no Brasil?
KM: Cerca de 80. É interessante observar que há muita resistência nas regiões Norte e Nordeste. Lá eles ainda acreditam que a questão seja apenas social.
CC: O sistema deve passar por avaliação para definir a sua renovação ou suspensão?
KM: Qualquer projeto social não deve ser por tempo indeterminado. No sistema em vigor, algumas universidades estabeleceram um período experimental de 10 anos, outras de 15. Posteriormente, vão avaliar se seguem adiante.
CC: Em sua opinião, por que a Universidade de São Paulo ainda não aprovou as cotas?
KM: A USP poderia ter sido a primeira universidade a debater o sistema, porque aqui se produziram os primeiros trabalhos intelectuais do Sudeste que revelaram o mito da democracia racial. Como é uma universidade elitista, ficou presa à questão de mérito e excelência. Não é oficial, mas está no discurso dos dirigentes. A outra refere-se à questão do mérito. Eles ainda acreditam que o vestibular tradicional seja um princípio democrático. De certo modo acredito que a Universidade de São Paulo ainda esteja presa ao mito da democracia racial. Entre as universidades paulistas, apenas a Federal de São Paulo adotou as cotas. A Unesp também está de fora.
CC: O racismo é uma ideologia. De que forma podemos desconstruí-la? Qual o papel da escola?
KM: Como todas as ideologias, o racismo se mantém porque as próprias vítimas aceitam. Elas o aceitam por meio da educação. É por isso que em todas as sociedades humanas a educação é monopólio do Estado. Falo da educação em sentido amplo, ou seja, aquela que começa no lar. A socialização começa na família. É assim que, enquanto ideologia, o racismo se mantém e reproduz. A educação colabora para a perpetuação do racismo.
CC: A escola brasileira está preparada combater o racismo?
KM: As leis 10.639 e 11.645 tornam obrigatório o ensino da cultura, da história, do negro e dos povos indígenas na sociedade brasileira. É o que chamamos de educação multicultural. As leis existem, mas há dificuldades para que funcionem. Primeiro é preciso formar os educadores, porque eles receberam uma educação eurocêntrica. A África e os povos indígenas eram deixados de lado. A história do negro no Brasil não terminou com a abolição dos escravos. Não é apenas de sofrimento, mas de contribuição para a sociedade.
CC: Uma estudante angolana foi assassinada recentemente em São Paulo, mas a mídia não deu a devida atenção. Por que isto acontece?
KM: A imprensa é um microcosmo da sociedade e ignora, ou finge ignorar, o racismo. Por isso, quando ocorre um fato desta natureza, não o julga devidamente. Mas a mídia brasileira também não dedica espaço para o continente africano.

domingo, 9 de dezembro de 2012

A dor da partida

Hoje à tarde(08.12.2012) estive no sepultamento de Diana Costa, e observei o quanto ela era querida. Tinha um público jovem choroso e saudoso que não acreditavam no que estavam vendo. Estavam atordoados com aquele momento de dor na despedida da amiga e
companheira querida.
Os mais velhos estavam chorosos, mais calados. Parece que a maturidade nos deixa mais próximos dessa dura realidade.

Mas algo me chamou atenção em meio aquilo tudo: vi um pai e uma mãe enterrando sua única filha. Vi uma mãe sem chão, sem enxergar e sem andar de tanta dor. Também vi um pai querendo ainda ninar sua filha amada; querendo lhe fazer carinho, que para ele não deveria ser o último.
Não, nós não podemos mensurar o que eles estavam sentido, ainda que quisessemos.
Teria a ordem natural da vida invertido as coisas? Seria Deus injusto?
Não, Deus é perfeitamente justo, e na sua justiça e amor um dia entregou uma menina pretinha para esse casal cuidar, e eles cuidaram com todo zelo e amor. Deram a melhor educação doméstica para sua menina. Ela cresceu, estudou, fez faculdade, se especializou, tornou-se uma excelente profissional e tão nova deixou uma legado para seus pais queridos, que muito se orgulham do resultado de tanto amor e dedicação.
Mas um dia Deus precisou levar a agora Mulher Preta de volta. Só que Ele não disse quando e nem como seria.
E Diana, aos 34 anos,voltou para o lugar de onde veio; e Oscar Niemeyer, aos 104 anos, voltou para o lugar de onde veio(mas antes enterrou sua única filha de 85 anos); e Dona Canô ainda vive aos 105 anos, inspirando gerações.

AOS PAIS E FAMILIARES DE DIANA COSTA, MEUS SENTIMENTOS.

"NÃO VOS VEIO PROVAÇÃO SENÃO HUMANA. E FIEL É DEUS, QUE NÃO VOS DEIXARÁ TENTAR ACIMA DO QUE PODEIS RESISTIR, ANTES COM A PROVAÇÃO DARÁ TAMBÉM O ESCAPE, PARA QUE POSSAIS SUPORTAR".(ICo 10.13)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Evangelho que emancipa

Hoje, 06.12.2012, um aluno me disse que sempre teve curiosidade em saber qual era minha religião, e que ele passou a respeitar a religião do próximo, depois que eu ministrei algumas aulas sobre o Respeito a Diversidade Religiosa. Confesso que fiquei feliz com a fala desse aluno.
Ele disse que sempre ficou na dúvida se eu era crente, porque na sala de aula eu não me posicionava. Então eu falei que a minha função ali não era destacar religião a,b ou c, e com isso fomentar a intolerância religiosa; mas que a intenção era mostrar que podemos até discordar desse ou daquele credo religioso, porém, temos a obrigação de respeitar a opção religiosa do outro, se quisermos viver numa sociedade mais justa.
Foi então que ele relatou que antes, sua fala era de que a "minha religião é a certa", mas que aos poucos foi se dando conta de que as coisas não são bem assim.

Eu penso que a pregação do Evangelho de Cristo, "também" deve ser para emancipar as pessoas no que diz respeito a identidade racial, de gênero, cultural,  politica, e não fomentar o desrespeito ao credo alheio(nosse último caso, eu sempre acho que alguém sai lucrando com isso).

A minha preocupação é que temos um número significativo de negros que se dizem evangélicos, que estão na sala de aula na condição de  educadores, e que precisam ter coragem e uma postura madura ao falarem sobre a religiosidade do negro diaspórico.

QUE VERSÍCULO VOCÊ ESCOLHERIA PARA ILUSTRAR ESSE TEMA?

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O DIA DA CONSCIÊNCIA DO NEGRO EVANGÉLICO

Aqui no Brasil comemoramos o Dia da Consciência Negra. Escolhemos o 20 de Novembro, em celebração ao aniversário de morte de Zumbi(1655-1695), nosso heroi nacional.

No meio evangélico ainda há um incômodo silêncio referente a essa data comemorativa.
Eu acho incrivel como ainda insistem em fazer essa divisão. É como de o evangélico não tivesse um passado histórico, e nem fosse fruto deste.

Isso é muito perigoso...



sábado, 27 de outubro de 2012

CRIANÇAS NEGRAS AOS OLHOS DO PAI(VÍDEO)


 
SEMPRE VEJO VÍDEOS COM A MÚSICA AOS OLHOS DO PAI, UTILIZANDO FOTOS DE CRIANÇAS, NA SUA MAIORIA BRANCAS. DESSA VEZ FIZ UMA SEGUNDA VERSÃO SÓ COM NOSSAS CRIANÇAS NEGRAS.



domingo, 21 de outubro de 2012

Opinem, sugiram

Olá, pessoas queridas!

Gostaria que vocês opinassem mais.

Tem alguém lá em Tawian que está me visitando. Acho isso incrivel! O poder das palavras e seu alcance através da internet.

Deixa eu confessar uma coisa pra vocês: não falo e nem escrevo outro idioma que não o meu. Falha grave, eu sei. Espero poder mudar essar realidade brevemente. Vai que um dia eu seja convidade para ir à um pais de língua inglesa ou espanhola.
Kkkkkkk
Mas tem uma coisa que a prendi a fazer: usar o tradutor do Google. Pode até não ser politicamente correto, mas me viro com ele para me comunicar com a galera de fora.
Portanto, quero me comunicar mais com você que mora na Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Canadá, Rússia, República Dominicana, e outros tantos que me visitam.
Na República Dominicana eu sei quem lê minhas postagens, é uma nativa. Mas e nos outros países? Penso que são brasileiros que moram lá, né?
Sei não, agora fiquei confusa. Rsrsrs

Bjs e tenham uma semana abençoada, em nome de Jesus.

Gicélia Cruz