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Esse blog é para compartilhar experiências vividas por negras e negros que, na Diáspora Africana no Brasil, passaram a professar a fé protestante. Vivências na área da religiosidade, educação, política e afins, podem e devem ser compartilhadas afim de que possamos refletir sobre o crescente número de negros que se dizem evangélicos.
domingo, 10 de março de 2013
08 de Março: Dia Internacional da Mulher -Palestra em Madre de Deus
Palestra em Madre de Deus
Madre de Deus comemora o dia internacional da mulher
O evento será realizado na ginásio poliesportivo
Neste
dia tão especial, as mulheres de Madre de Deus, estão convidadas para
participar de uma homenagem ao seu dia, que acontecerá nesta sexta, no
Ginásio Poliesportivo a partir das 13 horas.
Para abrir o evento, o espaço da
beleza estará recebendo as mulheres que desejam ficar ainda mais belas,
com os serviços da Embeleze a qual vai está oferecendo, cortes de
cabelo, manicuri e pedicure . Em seguida um bate-papo com a coordenadora
do Fórum Nacional de Mulheres Negras da Bahia, Gicélia Cruz, além de
muita música, teatro, serviços de saúde, exposições de artesanato, e uma
demonstração das alunas do Projeto Mexa-se aeróbica e Mexa-se Box. São
muitas surpresas para comemorar o dia da mulher em grande estilo.
08/03/2013 19:04:47
Fonte: http://baianafm.com.br/Noticia.aspx?id=2198&c=4&url=Madre%20de%20Deus%20comemora%20o%20dia%20internacional%20da%20mulher.html
Evangélicos criam abaixo-assinado contra Marco Feliciano
Descontentes com a posição homofóbica e racista do presidente, a instituição defende os valores pregados dentro das igrejas evangélicas, citando nomes de religiosos que trabalharam em defesa dos direitos humanos.
“Os exemplos históricos de cristãos envolvidos com os Direitos Humanos são vários, figuras como a do pastor batista Martin Luther King Jr. ou do bispo anglicano Desmond Tutu nos inspiram por exatamente colocarem a fé como o motor para suas ações de promoção e defesa dos direitos”, diz a Rede Fale, em carta aberta publicada em seu site.
Além do comunicado, o grupo lançou um abaixo-assinado visando anular a eleição de Marco Feliciano. Esta não é a primeira manifestação contra a eleição do pastor à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Um grupo de internautas iniciou uma mobilização no Facebook para promover neste sábado (9) uma mobilização em 10 cidades brasileiras.
Chamado de "Ato de Repúdio" à nomeação do parlamentar, o evento deve acontecer simultaneamente às 14 horas. Em São Paulo, os manifestantes devem se concentrar na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação.
Veja a carta da Rede Fale na íntegra
"Nós, da Rede FALE, somos evangélicos/as oriundos de diversas igrejas evangélicas, tradicionais e pentecostais, que militam no campo dos direitos humanos. A Rede FALE foi criada inspirada no texto de Provérbios 31.8-9 há 10 anos e tem como vocação ser um testemunho do engajamento e da fé dos cristãos na sociedade brasileira. Um dos elementos centrais de nossa ação é a compreensão que a oração é um poderoso instrumento para mudar a realidade, reunindo em nossas ações a mobilização de grupos para reuniões de oração, como também para manifestações e ações públicas.
Neste contexto recebemos com interesse a notícia de que o PSC seria responsável pela presidência da CDHM. Temos a convicção de que a base da garantia dos Direitos Humanos está no reconhecimento da sacralidade da Vida, que provém, como cremos, da imagem e semelhança de Deus que todo ser humano possui (Gn 1.26-27). Acreditamos também que a maneira como tratamos outro ser humano é reflexo de nossa atitude para com o Criador.
Desprezar o primeiro é desrespeitar o segundo (cf. Pv. 14.31; Tg 3.9). Os exemplos históricos de cristãos envolvidos com os Direitos Humanos são vários, figuras como a do pastor batista Martin Luther King Jr. ou do bispo anglicano Desmond Tutu nos inspiram por exatamente colocarem a fé como o motor para suas ações de promoção e defesa dos direitos.
Os necessários avanços dos Direitos Humanos no Brasil poderão acontecer sob a gestão do PSC e, para tanto, nos parece estratégico ouvir o clamor das ruas e dos movimentos sociais com respeito à escolha, pelo partido, de um nome que não traga tamanha carga negativa para a presidencia da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
O PSC possivelmente possui em seus quadros outros parlamentares que possam assumir a presidencia da comissão, e que poderiam contribuir com uma postura conciliadora e propositiva, na qual Cristo tem sido nosso maior exemplo. Parlamentares mais experientes e entendidos dos ritos e processos da casa também seria um importante critério, considerando o destaque que a comissão possui.
Prezado irmão, escrevemos aqui sob o temor ao nosso Deus e conscientes de que há um caminho de consenso para esta situação. A ninguém, e muito menos aos direitos humanos, interessa que seja estabelecida uma disputa entre posições extremas, ou mesmo entre visões que se percebem antagônicas.
Em oração para que Deus os cuide e ilumine nessa importante tarefa que têm pela frente, despedimo-nos,
Em Cristo,
Coordenação Nacional da Rede FALE"
Do Yahoo
Fonte: http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/show?id=2232714:BlogPost:269414&xgs=1&xg_source=msg_share_post
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
21 de Janeiro: Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa
Mais um momento na minha vida em que só tenho que agradecer ao Senhor da Glória!
Evidente que isso é resultado de muita pesquisa, da chamada SOLIDÃO INTECTUAL(que muitas vezes me assusta), mas o resultado é positivo.
Gicélia Cruz
Evidente que isso é resultado de muita pesquisa, da chamada SOLIDÃO INTECTUAL(que muitas vezes me assusta), mas o resultado é positivo.
Gicélia Cruz
sábado, 5 de janeiro de 2013
Kabengele Munanga: "A educação colabora para a perpetuação do racismo"
Kabengele Munanga: "A educação colabora para a perpetuação do racismo"
http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/show?id=2232714:BlogPost:254811&xgs=1&xg_source=msg_share_post
Nascido no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, em 1942, o professor de Antropologia da Universidade de São Paulo Kabengele Munanga
aposentou-se em julho deste ano, após 32 anos dedicados à vida
acadêmica. Defensor do sistema de cotas para negros nas universidades,
Munanga é frequentemente convidado a debater o tema e a assessorar as
instituições que planejam adotar o sistema. Nesta entrevista, o
acadêmico aponta os avanços e erros cometidos pelo Brasil na tentativa
de se tornar um país mais igualitário e democrático do ponto de vista
racial.
CartaCapital: O senhor afirma que é difícil definir quem é negro no Brasil. Por quê?
Kabengele Munanga: Por
causa do modelo racista brasileiro, muitos afrodescendentes têm
dificuldade em se aceitar como negros. Muitas vezes, você encontra uma
pessoa com todo o fenótipo africano, mas que se identifica como
morena-escura. Os policiais sabem, no entanto, quem é negro. Os
zeladores de prédios também.
CC: Quem não assume a descendência negra introjeta o racismo?
KM: Isso
tem a ver com o que chamamos de alienação. Por causa da ideologia
racista, da inferiorização do negro, há aqueles que alienaram sua
personalidade negra e tentam buscar a salvação no branqueamento. Isso
não significa que elas sejam racistas, mas que incorporaram a
inferioridade e alienaram a sua natureza humana.
CC: O
mito da democracia racial, construído por Gilberto Freyre e vários
intelectuais da sua época, ainda está impregnado na sociedade
brasileira?
KM: O
mito já desmoronou, mas no imaginário coletivo a ideia de que nosso
problema seja social, de classe socioeconômica, e não da cor da pele,
faz com que ainda subsista. Isso é o que eu chamo de “inércia do mito da
democracia racial”. Ele continua a ter força, apesar de não existir
mais, porque o Brasil oficial também já admitiu ser um país racista.
Para o brasileiro é, porém, uma vergonha aceitar o fato de que também
somos racistas.
CC: O senhor observa alguma evolução nesse cenário?
KM: Houve
grande melhora. O próprio fato de o Brasil oficial se assumir como país
racista, claro, com suas peculiaridades, diferente do modelo racista
norte-americano e sul-africano, já é um avanço. Quando cheguei aqui há
37 anos, não era fácil encontrar quem acompanhasse esse tema. Hoje, a
questão do racismo é debatida na sociedade.
CC: O sistema de cotas deve ser combinado com a renda familiar?
KM: Sempre
defendi as cotas na universidade tomando como ponto de partida os
estudantes provenientes da escola pública, mas com uma cota definida
para os afrodescendentes e outra para os brancos, ou seja, separadas.
Por que proponho que sejam separadas? Porque o abismo entre negros e
brancos é muito grande. Entre os brasileiros com diploma universitário, o
porcentual de negros varia entre 2% e 3%. As políticas universalistas
não são capazes de diminuir esse abismo.
CC: Somente os estudantes vindos da escola pública são incluídos nas cotas?
KM: Sim, com exceção da Universidade de Brasília (UnB).
Lá, as cotas não diferenciam os que vêm da escola pública e os da
particular. Porém, em todas as universidades o critério é uma
porcentagem para os negros, outra para os brancos e outra para os
indígenas, todos provenientes da escola pública. Dessa forma, os
critérios se cruzam: o étnico e o socioeconômico. Tudo depende da
composição demográfica do estado. Em Roraima, por exemplo, sugeri que se
destinasse um porcentual maior para a população indígena, proporcional à
demografia local.
CC: Quantas universidades adotaram o sistema de cotas no Brasil?
KM: Cerca
de 80. É interessante observar que há muita resistência nas regiões
Norte e Nordeste. Lá eles ainda acreditam que a questão seja apenas
social.
CC: O sistema deve passar por avaliação para definir a sua renovação ou suspensão?
KM: Qualquer
projeto social não deve ser por tempo indeterminado. No sistema em
vigor, algumas universidades estabeleceram um período experimental de 10
anos, outras de 15. Posteriormente, vão avaliar se seguem adiante.
CC: Em sua opinião, por que a Universidade de São Paulo ainda não aprovou as cotas?
KM: A
USP poderia ter sido a primeira universidade a debater o sistema,
porque aqui se produziram os primeiros trabalhos intelectuais do Sudeste
que revelaram o mito da democracia racial. Como é uma universidade
elitista, ficou presa à questão de mérito e excelência. Não é oficial,
mas está no discurso dos dirigentes. A outra refere-se à questão do
mérito. Eles ainda acreditam que o vestibular tradicional seja um
princípio democrático. De certo modo acredito que a Universidade de São
Paulo ainda esteja presa ao mito da democracia racial. Entre as
universidades paulistas, apenas a Federal de São Paulo adotou as cotas. A
Unesp também está de fora.
CC: O racismo é uma ideologia. De que forma podemos desconstruí-la? Qual o papel da escola?
KM: Como
todas as ideologias, o racismo se mantém porque as próprias vítimas
aceitam. Elas o aceitam por meio da educação. É por isso que em todas as
sociedades humanas a educação é monopólio do Estado. Falo da educação
em sentido amplo, ou seja, aquela que começa no lar. A socialização
começa na família. É assim que, enquanto ideologia, o racismo se mantém e
reproduz. A educação colabora para a perpetuação do racismo.
CC: A escola brasileira está preparada combater o racismo?
KM: As leis 10.639 e 11.645
tornam obrigatório o ensino da cultura, da história, do negro e dos
povos indígenas na sociedade brasileira. É o que chamamos de educação
multicultural. As leis existem, mas há dificuldades para que funcionem.
Primeiro é preciso formar os educadores, porque eles receberam uma
educação eurocêntrica. A África e os povos indígenas eram deixados de
lado. A história do negro no Brasil não terminou com a abolição dos
escravos. Não é apenas de sofrimento, mas de contribuição para a
sociedade.
CC: Uma estudante angolana foi assassinada recentemente em São Paulo, mas a mídia não deu a devida atenção. Por que isto acontece?
KM: A
imprensa é um microcosmo da sociedade e ignora, ou finge ignorar, o
racismo. Por isso, quando ocorre um fato desta natureza, não o julga
devidamente. Mas a mídia brasileira também não dedica espaço para o
continente africano.
domingo, 9 de dezembro de 2012
A dor da partida
Hoje
à tarde(08.12.2012) estive no sepultamento de Diana Costa, e observei o quanto ela
era querida. Tinha um público jovem choroso e saudoso que não
acreditavam no que estavam vendo. Estavam atordoados com aquele momento
de dor na despedida da amiga e
companheira querida.
Os mais velhos estavam chorosos, mais calados. Parece que a maturidade nos deixa mais próximos dessa dura realidade.
Mas algo me chamou atenção em meio aquilo tudo: vi um pai e uma mãe enterrando sua única filha. Vi uma mãe sem chão, sem enxergar e sem andar de tanta dor. Também vi um pai querendo ainda ninar sua filha amada; querendo lhe fazer carinho, que para ele não deveria ser o último.
Não, nós não podemos mensurar o que eles estavam sentido, ainda que quisessemos.
Teria a ordem natural da vida invertido as coisas? Seria Deus injusto?
Não, Deus é perfeitamente justo, e na sua justiça e amor um dia entregou uma menina pretinha para esse casal cuidar, e eles cuidaram com todo zelo e amor. Deram a melhor educação doméstica para sua menina. Ela cresceu, estudou, fez faculdade, se especializou, tornou-se uma excelente profissional e tão nova deixou uma legado para seus pais queridos, que muito se orgulham do resultado de tanto amor e dedicação.
Mas um dia Deus precisou levar a agora Mulher Preta de volta. Só que Ele não disse quando e nem como seria.
E Diana, aos 34 anos,voltou para o lugar de onde veio; e Oscar Niemeyer, aos 104 anos, voltou para o lugar de onde veio(mas antes enterrou sua única filha de 85 anos); e Dona Canô ainda vive aos 105 anos, inspirando gerações.
AOS PAIS E FAMILIARES DE DIANA COSTA, MEUS SENTIMENTOS.
"NÃO VOS VEIO PROVAÇÃO SENÃO HUMANA. E FIEL É DEUS, QUE NÃO VOS DEIXARÁ TENTAR ACIMA DO QUE PODEIS RESISTIR, ANTES COM A PROVAÇÃO DARÁ TAMBÉM O ESCAPE, PARA QUE POSSAIS SUPORTAR".(ICo 10.13)
Os mais velhos estavam chorosos, mais calados. Parece que a maturidade nos deixa mais próximos dessa dura realidade.
Mas algo me chamou atenção em meio aquilo tudo: vi um pai e uma mãe enterrando sua única filha. Vi uma mãe sem chão, sem enxergar e sem andar de tanta dor. Também vi um pai querendo ainda ninar sua filha amada; querendo lhe fazer carinho, que para ele não deveria ser o último.
Não, nós não podemos mensurar o que eles estavam sentido, ainda que quisessemos.
Teria a ordem natural da vida invertido as coisas? Seria Deus injusto?
Não, Deus é perfeitamente justo, e na sua justiça e amor um dia entregou uma menina pretinha para esse casal cuidar, e eles cuidaram com todo zelo e amor. Deram a melhor educação doméstica para sua menina. Ela cresceu, estudou, fez faculdade, se especializou, tornou-se uma excelente profissional e tão nova deixou uma legado para seus pais queridos, que muito se orgulham do resultado de tanto amor e dedicação.
Mas um dia Deus precisou levar a agora Mulher Preta de volta. Só que Ele não disse quando e nem como seria.
E Diana, aos 34 anos,voltou para o lugar de onde veio; e Oscar Niemeyer, aos 104 anos, voltou para o lugar de onde veio(mas antes enterrou sua única filha de 85 anos); e Dona Canô ainda vive aos 105 anos, inspirando gerações.
AOS PAIS E FAMILIARES DE DIANA COSTA, MEUS SENTIMENTOS.
"NÃO VOS VEIO PROVAÇÃO SENÃO HUMANA. E FIEL É DEUS, QUE NÃO VOS DEIXARÁ TENTAR ACIMA DO QUE PODEIS RESISTIR, ANTES COM A PROVAÇÃO DARÁ TAMBÉM O ESCAPE, PARA QUE POSSAIS SUPORTAR".(ICo 10.13)
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
O Evangelho que emancipa
Hoje, 06.12.2012, um aluno me disse que sempre teve curiosidade em saber qual era minha religião, e que ele passou a respeitar a religião do próximo, depois que eu ministrei algumas aulas sobre o Respeito a Diversidade Religiosa. Confesso que fiquei feliz com a fala desse aluno.
Ele disse que sempre ficou na dúvida se eu era crente, porque na sala de aula eu não me posicionava. Então eu falei que a minha função ali não era destacar religião a,b ou c, e com isso fomentar a intolerância religiosa; mas que a intenção era mostrar que podemos até discordar desse ou daquele credo religioso, porém, temos a obrigação de respeitar a opção religiosa do outro, se quisermos viver numa sociedade mais justa.
Foi então que ele relatou que antes, sua fala era de que a "minha religião é a certa", mas que aos poucos foi se dando conta de que as coisas não são bem assim.
Eu penso que a pregação do Evangelho de Cristo, "também" deve ser para emancipar as pessoas no que diz respeito a identidade racial, de gênero, cultural, politica, e não fomentar o desrespeito ao credo alheio(nosse último caso, eu sempre acho que alguém sai lucrando com isso).
A minha preocupação é que temos um número significativo de negros que se dizem evangélicos, que estão na sala de aula na condição de educadores, e que precisam ter coragem e uma postura madura ao falarem sobre a religiosidade do negro diaspórico.
QUE VERSÍCULO VOCÊ ESCOLHERIA PARA ILUSTRAR ESSE TEMA?
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