sábado, 27 de outubro de 2012

CRIANÇAS NEGRAS AOS OLHOS DO PAI(VÍDEO)


 
SEMPRE VEJO VÍDEOS COM A MÚSICA AOS OLHOS DO PAI, UTILIZANDO FOTOS DE CRIANÇAS, NA SUA MAIORIA BRANCAS. DESSA VEZ FIZ UMA SEGUNDA VERSÃO SÓ COM NOSSAS CRIANÇAS NEGRAS.



domingo, 21 de outubro de 2012

Opinem, sugiram

Olá, pessoas queridas!

Gostaria que vocês opinassem mais.

Tem alguém lá em Tawian que está me visitando. Acho isso incrivel! O poder das palavras e seu alcance através da internet.

Deixa eu confessar uma coisa pra vocês: não falo e nem escrevo outro idioma que não o meu. Falha grave, eu sei. Espero poder mudar essar realidade brevemente. Vai que um dia eu seja convidade para ir à um pais de língua inglesa ou espanhola.
Kkkkkkk
Mas tem uma coisa que a prendi a fazer: usar o tradutor do Google. Pode até não ser politicamente correto, mas me viro com ele para me comunicar com a galera de fora.
Portanto, quero me comunicar mais com você que mora na Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Canadá, Rússia, República Dominicana, e outros tantos que me visitam.
Na República Dominicana eu sei quem lê minhas postagens, é uma nativa. Mas e nos outros países? Penso que são brasileiros que moram lá, né?
Sei não, agora fiquei confusa. Rsrsrs

Bjs e tenham uma semana abençoada, em nome de Jesus.

Gicélia Cruz

sábado, 20 de outubro de 2012

Pode uma negra evangélica ser do Movimento Negro?

Olá, queridas pessoas! O que pretendo ao relatar os fatos abaixo, não é fomentar intrigas entre nós mulheres negras que professamos credos relogiosos diferentes, mas sim mostrar que estamos avançando no diálogo e que nós, negra e negros  evangélicos,  também buscamos conhecer a  história de nossos ancestrais, firmando assim nossa identidade negra. Recentemente tive conhecimento de um fato bem interessante. Como tenho compartilhado com vocês, sempre sou convidada à fazer palestras e, assim quando termino minha fala, algumas pessoas vêm me comprimentar. Mas a informação que chegou até a mim foi de que em uma dessas palestras, uma candomblecista, ao me ver à mesa, retirou-se do ambiente reclamando com  a pessoa que me convidou, que não aceitava uma evangélica falando de negritude. Vale salientar que fui convidada por uma autoridade politica e candomblecista. Em um outro momento, também já fui hostiliza por uma mulher negra e candomblecista que estava à mesa comigo. Uma certa vez, me coloquei à disposição para colaborar em duas instituições ligadas ao Movimento Negro. A primeira me disse que eles só aceitavam pessoas do Axé. Então eu disse que antes de ser batista, eu era mulher e negra; mas ainda assim não fui aceita. Nas segunda instituição, que é ligada à educação, também não me aceitaram por eu ser evangélica. Também tenho conhecido e convivido com pessoas do axé com as quais tenho aprendido muito,quando compartilhamos nossas experiências religiosas nesse processo da Diáspora Africana. Já falei anteriormente numa das minhas postagens, que entendo perfeitamente o comportamento de algumas liderenças do movimento negro, que tem "um olhar atravessado para com os evangélicos". Através de leituras e assistindo programas televisivos de algumas denominações que se dizem evangélicas, observo o quanto de intolerância religiosa foi incetivado por alguns líderes. Mas hoje em dia, após vários processos judiciais, esse dircurso tem diminuido, até porque dá cadeia. Eu fico "numa sinuca de bico: alguns lideres do Movimento Negro não me aceitam por eu ser evangélica, e no meio evangélico eu também não sou bem vista por fazer parte do Movimento Negro. Rsrsrsr Mas Deus não é Deus de confusão, senão de paz.(ICo 14.33). Eu creio que faço parte de um pequeno mas crescente exército de negros evangélicos que tem buscado a orientação do Senhor para que seus iguais, independente de credo religioso, não permaneçam na ignorância do conhecimento histórico. Agradeço ao Senhor Deus por ter me escolhido para essa missão(Isaias 61.1) Amém!!! Gicélia Cruz SE VOCÊ FOR COMPARTILHAR ESSE TEXTO, FAVOR CITAR A FONTE.

domingo, 14 de outubro de 2012

BONECAS NEGRAS AQUI NÃO!!!

Tenho outra experiência para contar sobre meu "mundo crentês".

Eu tenho várias esculturas negras que decoram minha casa. Quando eu não compro, ganho de amigas que sabem da minha predileção.

Um certo dia, uma irmazinha(negra com a pele um pouco mais clara que a minha) chegou na minha casa e, ao olhar as bonecas negras que estavam sobre uma peça Da sala, juntou todas nos braços e me perguntou: GICÉLIA, VOCÊ SABE O QUE ESSAS BONECAS(NEGRAS) SIGNIFICAM?!!
Eu calmamente segura, respondi: sei. Quer que eu explique?
Acho que ela percebeu o mico que estava pagando, e que aquela conversa ia dar pano pra manga. Então colocou as bonecas no lugar e disse que era melhor a gente mudar de assunto.

Mesmo assim, procurei saber o que aquelas bonecas negras significavam para ela. Por que se sentia tão encomodada em vê-las? Perguntei se ela via nas lojas, pricipamente as evangélicas, benecas negras para decoração de casa? Ou mesmo biscuis negros? Por que ela, enquanto mulher negra, tinha pavor em ver tanta boneca negra juntas? Ela não sabia responder. Eu fiquei penalizada em ver que minha irmã(negra) em Cristo, tem medo da sua própria imagem.

Talvez se fosse na casa de um não crente, a irmazinha não falasse nada. Ela ficaria só olhando encomodada e ia  orar em silêncio, repereendendo todo o mal daquela casa. Rsrsrs
Sim, porque eles pregam que o mal é negro. O pecado é negro.

Deus, o que tentam fazer conosco?


Gicélia Cruz



Candace, rainha dos Etíopes

Vamos compartilhar mais uma "perola" do nosso mundo crentês.

Conversando com uma pessoa evangélica, me identifiquei como Rainha Candace. Pra quê fui fazer isso?!
A pessoa me recriminou na hora, dizendo: Irmã, vigie na Palavra, pois a nossa Rainha é Ester. 
Inclusive me orientou a ler mais a Bíblia, e citou o texto de Atos.10.26(o texto para quem não está lembrando, relata o encontro de Filipe com o eunuco).
Eu não acreditei no que estava ouvindo. Então lá fui eu colocar em prática um pouco do nosso conhecimento, e procurei fazer minha reflexão a partir do texto sugerido.

Tentei explicar que o eunuco era um alto funcionário(superintendente dos tesouros) da Rainha Candace. O que significa que ele trabalhava para uma nação rica e próspera, tendo sobre sua liderança uma mulher negra:  Candace, rainha dos Etiópes.
Também falei sobre o encontro do Rei Salomão com a Rainha de Sabá: outra mulher negra(Chefe de Estado) que governava uma grande nação(1Reis 10).
Mas ainda assim, a pessoa me disse que esse não é povo escolhido por Deus.
Então eu respondi que não era judia, e que como mulher negra e evangélica, tenho conhecimento da história da minha ancestralidade, assim como os judeus têm da sua.

Também sugeri que ele, enquanto homem negro e evangélico, procurasse conhecer mais sobre sua história; e que procurasse localizar o Egito e a Etiópia, Líbia e Sudão no Mapa Mundi.
Resumindo: ele disse que era melhor a gente para com "essa conversa" , e fôssemos "falar de Jesus".
Rsrsrsr

O racismo é perverso. Ele não respeita placa de igreja. Os negros evangélicos sofrem duplamente: 
1. Por serem negros, a História Oficial lhes nega seu passado de honra, inteligência e riqueza, desde África e na Diáspora;
2. ao aceitar a  Cristo como Senhor e Salvador, esse negro tem sua história deletada completamente, por aqueles que pregam um Cristianismo a partir de uma teologia eurocêntrica,  reforçando ainda mais a História Oficial, que durante séculos dizia ser a África um Continente sem passado histórico de grandes civilizações. A quem interessa continuar disseminando esse discurso? Inclusive por lideres negros sem nenhum referencial de negritude?

Eles se utilizam da Bíblia para demonizar o Continente Africano; dizem que lá "ninguém nunca ouviu falar de Cristo". Mais de que Cristo eles estão falando? O da teologia européia?
Alguém sabe dizer onde se encontra a Primeira Igreja Cristã que se tem conhecimento? É a Igreja de Copta e está localizada no Egito(África).
E os negros judeus? Alguém já ouviu falar na Operação Moisés? Pesquise na internet. Vale a pena.

Enquanto batista de uma linha histórica, sei que minha denominção surge na europa do século XVIII(pelo menos é o que tenho lido nas fontes). Portanto, entendo perfeitamente o protestantismo e sua ideologia. Afinal de contas, tenho formação em Teologia, por um seminário batista tradicional. 
Mas graças à Deus que não me deixa ficar confundida(Isaias 49.23).

Gente, confesso que a cada dia percebo o quanto temos que vançar no combate ao racismo. Em especial, a essa ideologia de branquitude que macula o Evangelho de Cristo, deixando assim negros e negras evangélicos referencial de identidade.

Gicélia Cruz





domingo, 7 de outubro de 2012

Voltei. Estava sem internet

Olá, pessoas queridas!

Dei uma sumidinha porque estava sem internet.
Acreditem: houve infiltração no cabo e por isso saia água constantemente dele. Resultado: fiquei mais de um mês sem internet, pois tive que trocar toda fiação. Isso mesmo F.I.A.Ç.Â.O.
Não tenho WIFI. Sai muito caro pra mim, pois as operadoras só querem vender o pacote: tv a cabo, linha telefônica e internet.
A solução foi usar o modem 3G, que parecia uma carroça de tão lenta.
Rsrsrsrs
Mas agora parece que está tudo resolvido, e estou definitivamente de volta.

Prazer em revê-los/las.

Afroabraços.

Ministro Joaquim Barbosa, nossa referência.

"Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras", diz Joaquim Barbosa, relator do Mensalão


Foto: Lula Marques/Folhapress

"A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem". "Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras."
"O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas."
"O racismo parte da premissa de que alguém é superior. O negro é sempre inferior. E dessa pessoa não se admite sequer que ela abra a boca. 'Ele é maluco, é um briguento'. No meu caso, como não sou de abaixar a crista em hipótese alguma...”.
Essas são algumas das declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão, publicadas neste domingo, 07/10, na coluna de Mônica Bergamo da Folha de São Paulo.
Nascido em Paracatu, no interior de Minas, filho mais velho de uma mãe dona de casa e um pai pedreiro, o magistrado conta ao jornal paulista que teve uma infância pobre e o racismo apareceu em sua "infância, adolescência, na maturidade e aparece agora". Para ele, o racismo se manifesta em "piadas, agressões mesmo". "O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas". Já discutiu com vários colegas do STF. Mas diz que polêmicas "são muito menos reportadas, e meio que abafadas, quando se trata de brigas entre ministros brancos".
Segunda a coluna da Folha, há 30 anos, já formado em direito e trabalhando no Itamaraty como oficial de chancelaria, prestou concurso para diplomata. Passou. Foi barrado na entrevista.
Na entrevista, Joaquim Barbosa conta ainda detalhes da sua infância, com oito irmãos, e das referências recebidas do pai. "Ele era aquele cara que não se submetia. Tinha temperamento duro, falava de igual para igual com os patrões. Tanto é que veio trabalhar em Brasília, na construção, mas se desentendeu com o chefe e foi embora", lembra Joaquim.
O pai vendeu a casa em que morava com a família e comprou um caminhão. Chegou a ter 15 empregados no boom econômico dos anos 70. "E levava a garotada para trabalhar." Entre eles, o próprio Joaquim, então com 10 anos.
Cursou direito na Universidade de Brasília, de 1975 a 1982, trabalhou na composição gráfica de jornais, no Itamaraty. Ingressou por concurso no Ministério Público Federal. Tirou licenças para fazer doutorado na Universidade de Paris-II. E passou períodos em universidades dos EUA como acadêmico visitante em centros acadêmicos como a Universidade da Califórnia, Los Angeles. Fala francês, inglês e alemão.

Na reportagem da Folha de São Paulo, Joaquim Barbosa revela sua "imparcialidade e equidistância em relação a grupos e organizações", compravas pela participação do magistrado em julgamentos diversos, envolvendo partidos de diferentes posições políticas, como o PP paulista de Paulo Maluf, o PSDB mineiro de Eduardo Azeredo e, agora, o PT nacional de José Dirceu e José Genuíno.
Joaquim Barbosa também deixa claro seu distanciamento pessoal do poder. "Vi o Lula pela primeira vez no dia do anúncio da minha posse. Não falei antes, nem por telefone. Nunca, nunca." Depois, continuou distante de Lula. Não foi procurado nem mesmo nos momentos cruciais do mensalão. "Nunca, nem pelo Lula nem pela [presidente] Dilma [Rousseff]. Isso é importante. Porque a tradição no Brasil é a pressão. Mas eu também não dou espaço, né?".
Mas faz elogios aos “avanços inegáveis” trazidos pelo Governo Lula, a quem deu o seu voto em três eleições, além de votar em Dilma em 2010. E declara à jornalista Mônica Bergamo: "Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: 'Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas'."
Perguntado se teria o prazer em condenar (herança dos tempos de atuação no Ministério Público), o magistrado nega:
"É uma decisão muito dura. Mas é também um dever". "O problema é que no Brasil não se condena", diz. "Estou no tribunal há sete anos, e esta é a segunda vez que temos que condenar. Então esse ato, para mim e para boa parte dos ministros do STF, ainda é muito recente."
Sobre a possibilidade do julgamento do Mensalão, com vigilância e punição, ser um fato isolado na justiça brasileira, sem transformação na cultura jurídica do país, Joaquim Barbosa é enfático: "Não acredito. Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. Alguma mudança certamente virá".
A entrevista à Folha termina com o ministro dizendo que não gosta de ser tratado como "herói" do julgamento. "Isso aí é consequência da falta de referências positivas no país. Daí a necessidade de se encontrar um herói. Mesmo que seja um anti-herói, como eu".


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